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A Pesquisa, História da América, História do Chile

Pré-Projeto de Mestrado

EPISÓDIOS DA GUERRA DE ARAUCO: RELAÇÕES IDENTITÁRIAS NO CONFLITO ENTRE ARAUCANOS E ESPANHÓIS/CHILENOS [1540-1640]

 

RESUMO

 

A Guerra de Arauco foi um conflito de aproximadamente 340 anos entre espanhóis/chilenos e índios da região da Araucanía. Atualmente, passados 200 anos de sua independência, o Chile discute “o que significa ser chileno”: incluem nesta categoria os índios conquistados na década de 1880; muitas organizações que se apresentam como representantes do povo mapuche, por outro lado, argumentam que não são chilenos. Apesar disso, ambos buscam suas origens identitárias na Guerra de Arauco. Enquanto historiadores, sabemos que palavras não mantêm significados permanentes e, portanto, que as expressões identitárias dos séculos XVI e XVII não são necessariamente correspondentes às de hoje. Havendo obras escritas por participantes da guerra em sua fase inicial, é interessante se perguntar quais eram as identidades envolvidas no conflito, não para buscar uma linha de transformações que levam às identidades atuais, mas para melhor compreender como os sujeitos históricos daquele tempo pensavam aquela realidade.

 

INTRODUÇÃO

 
A Guerra de Arauco foi provavelmente a mais fantástica manifestação de resistência indígena à conquista espanhola e, no entanto, a quase totalidade da população brasileira nunca ouviu e, muito provavelmente, nunca virá a tomar conhecimento dela. Quando ouvimos falar de resistência indígena na América, a imagem que nos vem imediatamente à memória são os filmes do gênero faroeste. A impressão é que os índios norte-americanos foram os únicos a oferecer uma resistência digna de ser lembrada. Nos livros didáticos brasileiros, quando aparece algum outro exemplo de resistência, é a revolta do chefe inca Tupac Amaru no Peru do século XVIII. Já a Guerra de Arauco, movida por conquistadores espanhóis, e posteriormente chilenos, contra os índios na região da Araucanía – uma guerra que durou aproximadamente 340 anos apesar de uma evidente superioridade tecnológica por parte dos europeus! – sequer é digna de uma nota de rodapé[1].

Este conflito entre índios e espanhóis na região da Araucanía teve início na década de 1530, quando pela primeira vez os espanhóis desceram das terras altas peruanas e atravessaram o deserto do Atacama. Diego de Almagro era o comandante dessa primeira expedição às terras chilenas. Os incas recém conquistados haviam informado aos espanhóis que era daquela região que vinha seu ouro, e era exatamente esse metal precioso que Almagro esperava encontrar. A difícil travessia do mais seco deserto do mundo, a belicosidade dos índios da região e a ausência de qualquer sinal do ouro rapidamente o convenceram de que o investimento não valeria a pena. Poucos anos mais tarde, Pedro de Valdivia convenceu Pizzaro a lhe conceder uma autorização para conquistar e colonizar a região do Chile. Desta nova expedição surgiu a cidade de Santiago, palco de tantas batalhas entre índios e espanhóis, dando um início efetivo ao referido conflito (DAWSON, 1962, p. 564).

A guerra que se desenrolou a partir da fundação de Santiago foi tão fora do normal e tão fascinante que verdadeiras e grandiosas obras foram escritas sobre ela. Gerónimo de Vivar em sua Crónica y Relación Copiosa y Verdadera de los Reynos de Chile (VIVAR, 1966), glorifica Pedro de Valdivia como um grande líder e guerreiro, especialmente devido ao próprio valor dos inimigos indígenas. Alonso de Ercilla y Zúñiga  escreveu La Araucana (ERCILLA Y ZÚÑIGA, 1574), um épico nos moldes da Ilíada, Odisséia e Eneida, em três volumes, de tal modo que os araucanos são retratados como verdadeiros heróis dos épicos greco-romanos (DAWSON, pp. 566-567). Pedro de Oña escreveu Arauco Domado (OÑA, 1917) a fim de valorizar a capacidade militar espanhola e mostrar que aqueles ferozes adversários não eram invencíveis. Como podemos ignorar um conflito que tanto fascinou os escritores espanhóis/chilenos?

 
A questão das identidades étnicas e nacionais é atualmente bastante recorrente. No Chile, a discussão sobre o que significa ser “chileno” também se faz presente neste recorte temporal circunvizinho às comemorações do bicentenário da independência. Alvarez-Rubio aponta para uma transformação ocorrida na identidade nacional chilena, que antes buscava afirmar uma unidade cultural e que agora tenta afirmar a pluralidade – os chilenos como uma grande mescla de culturas (ALVAREZ-RUBIO, 2005). Organizações mapuches que se manifestam publicamente sobre este assunto, particularmente, não se consideram chilenos. Pode-se ter uma ideia do que reivindicam os mapuches por meio do seguinte sítio da web: o Mapuche International Link[2]. Por um lado, percebe-se a tentativa de incluir os mapuches na identidade chilena, e por outro, a tentativa de se excluir dela. Na unidade ou na diferença, ambos os lados buscam raízes identitárias na Guerra de Arauco.

Já há quase um século Marc Bloch alertava os historiadores sobre o ídolo das origens (BLOCH, 2001). “Para o vocabulário corrente, as origens são um começo que explica. Pior ainda: que basta para explicar” (p. 56-57). Chilenos e mapuches buscam indistintamente essas origens de suas identidades no passado da Guerra de Arauco. Às vezes emprega-se os termos ‘mapuches’ e ‘chilenos’ para se referir aos lados conflitantes da guerra desde seu princípio em 1540. Há dois problemas sérios aqui. O primeiro são os termos ‘chilenos’ e ‘mapuches’. Boccara explica que o termo mapuche é empregado erroneamente nesse contexto porque os primeiros registros desta palavra em documentos datam apenas da segunda metade do século XVIII (BOCCARA, 1999, p. 426). É um questionamento justo. Se o termo fosse usado desde o princípio para se referir ao grupo de índios contra os quais lutavam, por que é os espanhóis esperaram três séculos para registrá-lo pela primeira vez? O segundo problema também foi apontado por Marc Bloch: “Para grande desespero dos historiadores, os homens não têm o hábito, a cada vez que mudam de costumes, de mudar de vocabulário” (p. 59). Mesmo que as expressões ‘mapuches’ e ‘chilenos’ existissem desde o início do conflito, absolutamente nada garante que eles teriam os mesmos significados hoje atribuídos a eles.

Ainda que despidos do ídolo das origens, sobrevive a questão das identidades. Benedict Anderson apresenta um conceito que pode ser tranquilamente apropriado e aplicado à ideia de identidade: o de “comunidades imaginadas” (ANDERSON, 1993). Já François-Xavier Guerra traz outro conceito interessante: o de “construções memoriais” (GUERRA, p. 5). A ideia de “comunidade imaginada” reflete características importantes da identidade: sensação de comunhão e de proximidade, o sentimento de que esta superestrutura é constituída por verdades indiscutíveis e invariáveis, a variação segundo a posição ocupada por cada indivíduo, a elusividade das “fronteiras” até onde se estendem essas identidades coletivas, etc; a de “construções memoriais” aponta para o fato de que a identidade pertence ao campo das representações, dos imaginários, das crenças. Portando, a identidade enquanto “comunidade imaginada” e “construção memorial” não é algo que se possa definir de maneira absoluta e definitiva. O que significa ser “chileno”, “espanhol” ou “mapuche” depende de quem, onde, quando e em que contexto enuncia essa definição.

 
No campo da história cultural, as abordagens teóricas de Robert Darnton e de Roger Chartier chamam a atenção por serem aparentemente opostas. Darnton, por um lado, seguindo as pegadas de Geertz, procura encontrar em seus documentos um idioma geral, ao qual estão sujeitas as pessoas e suas respectivas formas de fazer sentido do mundo (DARNTON, 1999, p. 6), a fim de melhor compreender um dado momento histórico (a França do século XVIII). Chartier, por outro, à moda de Bourdieu, procura “estabelecer como centrais as descontinuidades que fazem com que se designem, se admitam e se avaliem, sob formas diferentes ou contraditórias, consoante as épocas, os saberes e os actos” (CHARTIER, 2002, p. 65). São aparentemente opostas porque focam nos extremos de uma mesma escala. Mas só “aparentemente”, visto que uma abordagem não exclui a outra e juntas podem se complementar.

Carlo Ginzburg, ao falar de um paradigma indiciário (GINZBURG, 1989, pp. 143-180), caracteriza-o como “a capacidade de, a partir de dados aparentemente negligenciáveis, remontar a uma realidade complexa não experimentável diretamente” (p 152). Ora, tanto a ideia de um idioma geral, procurado por Darnton, quanto as descontinuidades, procuradas por Chartier, podem ser caracterizadas como realidades complexas não experimentáveis diretamente. Logo, o paradigma indiciário é uma importante ferramenta disponível para remontar a esse idioma geral de um dado momento histórico, assim como às descontinuidades do discurso.

 
Declaradas as intenções de trabalhar sob os auspícios da história cultural, aproveitando-se tanto da perspectiva de Roger Chartier quanto de Robert Darnton; buscar melhor compreender as relações de identidade e alteridade na Guerra de Arauco; interpretar a noção de identidade como “comunidades imaginadas” e “construções memoriais”; utilizar as obras de Gerónimo de Vivar, Alonso de Ercilla y Zúñiga e Pedro de Oña como fontes primárias; e investigar segundo o paradigma indiciário proposto por Carlo Ginzburg; pode-se finalmente elaborar a pergunta tópico que norteia esta pesquisa da seguinte forma: que indícios podemos encontrar nas referidas fontes primárias que permitam remontar a uma ou mais comunidades imaginárias, na unidade ou nas descontinuidades, construídas enquanto entidades participantes do conflito?

 

OBJETIVOS

 

OBJETIVO GERAL

 
Analisar as fontes primárias sob a perspectiva da história cultural, enfatizando as  identidades enquanto “comunidades imaginadas” construídas pelos autores na forma de aproximação ou distanciamento de certos atributos ou características, contextualizando-as dentro das obras e relacionando-as ao momento histórico.
 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

  1. Definir com clareza os conceitos que serão utilizados ao longo da pesquisa;
  2. Identificar e selecionar nas fontes primárias episódios da Guerra de Arauco onde existam indícios que nos permitam inferir as “comunidades imaginadas” pelos autores;
  3. Comparar semelhanças e diferenças entre as inferências feitas a partir dos episódios selecionados;
  4. Relacionar inferências e conteúdo teórico e historiográfico das fontes secundárias.

 

METODOLOGIA

 
O trabalho de análise terá início com a leitura das fontes primárias, buscando indícios que permitam inferir as “comunidades imaginadas” pelos autores. Nesta etapa, a clareza conceitual é de extrema importância exatamente porque as inferências devem relacionar os indícios aos conceitos de identidades, comunidades imaginadas e construções memoriais. Assim, as inferências assumirão a forma de “se … então …”, onde as primeiras reticências correspondem aos indícios encontrados e, as segundas reticências, à relação com os conceitos mencionados.

Uma vez que as inferências podem apontar tanto padrões repetidos como conclusões contraditórias, a segunda etapa corresponde à identificação de continuidades e rupturas. Aqui nos aproximamos das ideias de Darnton e Chartier, assumindo, por um lado, que um “idioma geral” onde estão imersas as fontes primárias é plausível, e, por outro, que a maneira como cada indivíduo se apropria desse “idioma geral” varia, dando margem às contradições.

Por fim, a relação das inferências com as fontes secundárias a fim de buscar possíveis explicações para as continuidades e rupturas. Parte-se do princípio de que essas explicações não são certezas e, na medida do possível, sempre que houver explicações alternativas, apontá-las. Espera-se assim evitar a tentativa ilusória de uma explicação determinista e possibilitar uma melhor compreensão da Guerra de Arauco.

 

BIBLIOGRAFIA

 

FONTES PRIMÁRIAS

 
ERCILLA Y ZÚÑIGA, Alonso de. La Araucana. Salamanca: Casa de Domingo de Portonarjis, 1574.

OÑA, Pedro de. Arauco domado. Santiago de Chile: Impr. Universitaria, 1917.

VIVAR, Gerónimo de. Crónica y relación copiosa y verdadera de los reinos de Chile. Santiago: Instituto Geográfico Militar, 1966.
 

FONTES SECUNDÁRIAS

 
ALVAREZ-RUBIO, Pilar. “Heterogeneidad e identidad nacional en el imaginario cultural chileno: una actualización” In: Revista de Crítica Literaria Latinoamericana, Año 31, No. 62 (2005), pp. 19-26.

ANDERSON, Benedict. Comunidades imaginadas: Reflexiones sobre el origen y la difusión del nacionalismo. México: FCE, 1993.

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BOCCARA, Guillaume. “Etnogénesis Mapuche: Resistencia y Restructuración Entre los Indígenas del Centro-Sur de Chile (Siglos XVI-XVIII)” In: The Hispanic American Historical Review, Vol. 79, No. 3, (Aug., 1999), pp. 425-461.

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NOTAS

 
[1]
                Por ser a questão do desconhecimento generalizado da população brasileira em relação à Guerra de Arauco é uma premissa importante na justificativa desta pesquisa, é razoável demonstrar, à parte do argumento principal, que tal premissa não é mera especulação. Um primeiro exemplo da ignorância do tema em questão na educação brasileira é o livro Toda a história (ARRUDA, 2002). Em relação à conquista e colonização da América pelos espanhóis é possível destacar dois capítulos: “41 – A expansão comercial e marítima europeia” (pp. 175-180), e “48 – As outras colonizações: Espanha, Inglaterra e Holanda” (pp. 203-204). O capítulo 41 é uma simples contextualização da descoberta da América em relação às Grandes Navegações. O capítulo 48 dedica somente quatro míseros parágrafos à colonização espanhola, explicando que “ao contrário do que ocorreu com Portugal, o sistema colonial espanhol voltou-se unicamente para a obtenção de metais preciosos” (p. 203). Absolutamente nada é dito sobre resistências indígenas. Os seguintes capítulos sobre a história da América já são destinados às independências dos Estados Unidos e da América Latina. Um segundo exemplo é o livro História geral e do Brasil (FREITAS NETO, 2006). De modo semelhante, este livro também dedica dois capítulos à conquista e colonização da América: “12 – Navegações e descobrimentos” (pp. 226-238), e “13 – Povos pré-colombianos e a colonização da América espanhola” (pp. 239-257). O capítulo 12 contextualiza a descoberta da América no momento das Grandes Navegações. O capítulo 13 dedica uma primeira parte às civilizações pré-colombianas, e a outra ao sistema colonial espanhol. Bastante mais detalhado do que o livro de ARRUDA a respeito do sistema colonial espanhol, o livro de FREITAS NETO, apesar de tratar do desastre demográfico e do trauma da conquista, também não entra no mérito das resistências indígenas. Embora os dois exemplos mencionados não demonstrem que a premissa é universalmente válida, o fato de que ambos os livros são amplamente utilizados no ensino de história nas escolas brasileiras é suficiente para demonstrar que nossa premissa é ao menos bem fundamentada.

[2]
                http://www.mapuche-nation.org

Sobre Vinicius Gregory

Sou bacharel e licenciado em história pela Universidade de Brasília (UnB). Hoje trabalho na área de vendas. Represento a Oceanic, uma marca de cosméticos produzidos pela Racco, sediada em Curitiba/PR. A Oceanic oferece boa margem de lucro na revenda de seus produtos e ótimos incentivos na recomendação de novos consumidores e revendedores. Para criar sua conta na Oceanic e passar a consumir ou revender os produtos, basta acessar o link: http://escritorio.oceanic.com.br/u/vgregory

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Quem sou eu


Sou bacharél e licenciado em história pela Universidade de Brasília (UnB). E agora estou cursando o mestrado, também em história, também na UnB. Desenvolvo minhas pesquisas na área de história da América.

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