//
Você está lendo...
Teoria da História

MARROU – A história é inseparável do historiador (FICHAMENTO)

MARROU, Henri-Irénée. “A história é inseparável do historiador”. In: Henri-Irénée Marrou. Do conhecimento histórico. Rio de Janeiro: Zahar, 1978, 45-60.

  • “A filosofia crítica da História reconduz-se finalmente a por em evidência o papel decisivo que desempenha, na elaboração do conhecimento histórico, a intervenção ativa do historiador, do seu pensamento, da sua personalidade”. (p. 45)
  • “O verdadeiro problema é o problema ‘kantiano’ (Em que condições é possível o conhecimento histórico?), ou melhor, o da verdade da história, cuja objetividade não é o critério supremo”. (p. 46)
  • “Nesta concepção, parece admitir-se que o historiador, e já antes dele a testemunha cujo documento utiliza, só poderiam , pela sua contribuição pessoal, atentar contra a integridade da verdade, objetiva, da história”. (p. 47)
  • “A história é o resultado do esforço, num sentido criador, pelo qual o historiador, o sujeito cognoscente, estabelece essa relação entre o passado que evoca e o presente que é o seu”. (p. 48)
  • “A insistir-se de mais sobre a contribuição criadora do historiador, se viria a descrever a elaboração da história como um jogo gratuito, como o livre exercício de uma imaginação efabuladora jogando entre um material heteróclito de textos, datas, gestos e palavras com a liberdade dum poeta que faz malabarismos com as suas rimas para compor um soneto…” (p. 49)
  • “Todo o problema da história, por muito limitado que seja, postula gradualmente o conhecimento de toda a História universal”. (p. 50)
  • “Quer em extensão, quer em dimensão, o problema levantado pelo passado humano revela-se de uma estrutura duplamente e indefinidamente complexa: poder-se-ia transpor para o objeto da história o tema pascalino do duplo infinito”. (p. 51)
  • “Sim, meu filho, és um simples homem, não é razão para renunciares a exercer a tua profissão, a tua profissão de homem-historiador, humilde, difícil, mas, dentro dos seus limites, certamente fecunda”. (p. 52)
  • “O nosso trabalho supõe uma atividade original, proveniente de uma iniciativa: a história é a resposta (elaborada evidentemente por meio dos documentos, como havemos de voltar a ver) a uma pergunta que faz ao passado misterioso a curiosidade, a inquietação, alguns dirão a angústia existencial, de qualquer maneira, a inteligência, o espírito do historiador”. (p. 53)
  • “Pode acontecer que uma investigação histórica seja posta em movimento pelo achado fortuito de um documento”. (p. 54)
  • “Quando se vai abordar o estudo de uma certa época ou de um meio, o historiador não vê imposto ou, se se prefere, não tem à sua disposição um programa de pesquisa fixado a priori, como que uma gazua”. (p. 55)
  • “Quando a ciência histórica aborda o estudo de um domínio novo, é-lhe pouco mais ou menos impossível evitar cometer o terrível pecado de anacronismo: ainda não se sabe quais são as perguntas a fazer, o espírito não dispõe de instrumentos de análise bastante precisos para construir um questionário adequado”. (p. 56)
  • “A verdade é que o conhecimento de um objeto se pode ver perigosamente deformado ou empobrecido pela falta de destreza com que foi abordado no início”. (p. 57)
  • “Interrompo aqui a análise dessas possibilidades, que são indefinidas porque – não podemos deixar de o sublinhar – cada época, cada meio humano, cada objeto histórico levanta sempre uma pluralidade de problemas, é, logicamente falando, susceptível de se prestar a uma infinidade de perguntas”. (p. 58)
  • “Cada um destes pontos de vista é em si legítimo, talvez fecundo, uma vez que apreende, em parte ou sob um aspecto, a realidade do passado”. (p. 59)

COMENTÁRIOS

Antes de mais nada, deixar claro ao leitor que a escolha das passagens aqui transcritas nada tem a ver com a identificação da estrutura textual do capítulo. O leitor atento perceberá que as notas foram retiradas uma por cada página do capítulo. Uso deste artifício para obter uma visão geral do texto, selecionando de cada página aquela passagem que mais me chamou a atenção.

Veja também outros fichamentos.

Sobre Vinicius Gregory

Sou bacharel e licenciado em história pela Universidade de Brasília (UnB). Hoje trabalho na área de vendas. Represento a Oceanic, uma marca de cosméticos produzidos pela Racco, sediada em Curitiba/PR. A Oceanic oferece boa margem de lucro na revenda de seus produtos e ótimos incentivos na recomendação de novos consumidores e revendedores. Para criar sua conta na Oceanic e passar a consumir ou revender os produtos, basta acessar o link: http://escritorio.oceanic.com.br/u/vgregory

Discussão

Nenhum comentário ainda.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Página no Facebook

Estatísticas do Blog

  • 85,328 Acessos

Quem sou eu


Sou bacharél e licenciado em história pela Universidade de Brasília (UnB). E agora estou cursando o mestrado, também em história, também na UnB. Desenvolvo minhas pesquisas na área de história da América.

%d blogueiros gostam disto: