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Teoria da História

CHARTIER – Por uma sociologia histórica das práticas culturais (FICHAMENTO)

CHARTIER, Roger. “Por uma sociologia histórica das práticas culturais”. In: Roger Chartier. A história cultural: entre práticas e representações. Lisboa: Difel, 1990, 13-28.

  • “O presente livro, composto por oito ensaios publicados entre 1982 e 1986, constitui-se como resposta à insatisfação sentida frente à história cultural francesa dos anos 60 e 70, entendida na sua dupla vertente da história das mentalidades e história serial, quantitativa”. (p. 13)
  • “Ora é precisamente essa posição, baseada na primazia do estudo das conjunturas econômicas e demográficas ou das estruturas sociais, que as ciências sociais mais recentemente institucionalizadas tentam abalar nos anos 60”. (p. 14)
  • “Sob a designação de história das mentalidades ou de psicologia histórica delimitava-se um novo campo, distinto tanto da antiga história intelectual literária como da hegemônica história econômica e social”. (p. 15)
  • “O presente livro pretende ilustrar (discretamente, atendendo a que não é esse o seu objecto) uma outra maneira de pensar as evoluções e oposições intelectuais”. (p. 16)
  • “As percepções do social não são de forma alguma discursos neutros: produzem estratégias e práticas (sociais, escolares, políticas) que tendem a impor uma autoridade à custa de outros, por elas menosprezados, a legitimar um projeto reformador ou justificar, para os próprios indivíduos, as suas escolhas e condutas”. (p. 17)
  • “Os debates recentes entre os defensores da microhistória ou case studies e os da história sociocultural serial, herdeira direta da história social, ilustram bem esta polarização constitutiva do campo das ciências sociais”. (p. 18)
  • “A tradição do idealismo crítico designa assim por ‘forma simbólica’ todas as categorias e todos os processos que constroem ‘o mundo como representação'”. (p. 19)
  • “Propomos que se tome o conceito de representação num sentido mais particular e historicamente mais determinado”. (p. 20)
  • “A relação de representação – entendida, deste modo, como relacionamento de uma imagem presente e de um objeto ausente, valendo aquela por este, por lhe estar conforme – modela toda a teoria do signo que comanda o pensamento clássico e encontra a sua elaboração mais complexa com os lógicos de Port-Royal”. (p. 21)
  • “Assim deturpada, a representação transforma-se em máquina de fabrico de respeito e de submissão, num instrumento que produz constrangimento interiorizado, que é necessário onde quer que falte o possível recurso a uma violência imediata”. (p. 22)
  • “É no processo de longa duração, de erradicação e de monopolização da violência, que é necessário inscrever a importância crescente adquirida pelas lutas de representações, onde o que está em logo é a ordenação, logo a hierarquização da própria estrutura social”. (p. 23)
  • “É sabido como Paul Ricoeur quis construir essa teoria da leitura apoiando-se, por um lado, na fenomenologia do ato de ler; por outro, na estética da recepção”. (p. 24)
  • “As modalidades do agir e do pensar, como escreve Paul Ricoeur, devem ser sempre remetidas para os laços de interdependência que regulam as relações entre os indivíduos e que são moldados, de diferentes maneiras em diferentes situações, pelas estruturas do poder”. (p. 25)
  • “A apropriação, tal como a entendemos, tem por objetivo uma história social das interpretações, remetidas para as suas determinações fundamentais (que são sociais, institucionais, culturais) e inscritas nas práticas específicas que as produzem”. (p. 26)
  • “Representação, prática, apropriação: é a partir destas três noções que este livro é construído”. (p. 27)

COMENTÁRIOS

Antes de mais nada, deixar claro ao leitor que a escolha das passagens aqui transcritas nada tem a ver com a identificação da estrutura textual do capítulo. O leitor atento perceberá que as notas foram retiradas uma por cada página do capítulo. Uso deste artifício para obter uma visão geral do texto, selecionando de cada página aquela passagem que mais me chamou a atenção.

Veja também outros fichamentos.

Sobre Vinicius Gregory

Sou bacharel e licenciado em história pela Universidade de Brasília (UnB). Hoje trabalho na área de vendas. Represento a Oceanic, uma marca de cosméticos produzidos pela Racco, sediada em Curitiba/PR. A Oceanic oferece boa margem de lucro na revenda de seus produtos e ótimos incentivos na recomendação de novos consumidores e revendedores. Para criar sua conta na Oceanic e passar a consumir ou revender os produtos, basta acessar o link: http://escritorio.oceanic.com.br/u/vgregory

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Sou bacharél e licenciado em história pela Universidade de Brasília (UnB). E agora estou cursando o mestrado, também em história, também na UnB. Desenvolvo minhas pesquisas na área de história da América.

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