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História da América, História do Brasil, Período Colonial, Período Colonial

HALPERIN DONGHI – A herança colonial (FICHAMENTO)

DONGHI, Tulio Halperin. História da América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1975. Capítulo 1, A herança colonial.

  • “Os conquistadores tinham sido movidos pela busca do metal precioso. A coroa de Castela iria buscar exatamente a mesma coisa, organizando as Índias com esse objetivo fundamental”. (p. 11)
  • “O que fez dos altiplanos e das montanhas, do México ao Potosí, o núcleo fundamental das Índias espanholas não foi apenas a sua riqueza mineral, mas também a presença de populações indígenas, cuja organização anterior à conquista tornava-as úteis à economia colonial que surgiria depois dessa”. (p. 12)
  • “Os senhores de terra dominavam indubitavelmente amplas esferas da sociedade colonial; não haviam, porém, conquistado uma posição de predominância no conjunto da economia hispano-americana”. (p. 13)
  • “No âmbito do ordenamento econômico colonial, o empreendimento agrícola constitui uma espécie de segunda zona, dependente da mercantil e mineradora”. (p. 14)
  • “O pacto colonial, amadurecido laboriosamente nos séculos XVI e XVII, começa a se transformar no século XVIII”. (p. 15)
  • “O novo pacto colonial naufraga porque com ele a Espanha consegue apenas se transformar numa pesada e onerosa intermediária entre as suas Índias e as novas metrópoles econômicas da Europa Industrial”. (p. 16)
  • “Os comerciantes peninsulares prosperavam graças ao progresso de uma agricultura de mercado, centrada sobre as melhores terras para o milho do altiplano e, sobretudo, das zonas periféricas”. (p. 17)
  • “Humboldt observara que a agricultura e a pecuária produziam, ano mais, ano menos, trinta milhões de pesos contra os vinte e dois ou vinte e quatro da mineração”. (p. 18)
  • “No final do século XVIII, o México é o mais importante dos domínios americanos no plano econômico, mas não é o que se desenvolve mais rapidamente”. (p. 19)
  • “As terras sul-americanas do Caribe são zonas de expansão”. (p. 20)
  • “Humboldt nota que cada habitante de Caracas consome carne numa quantidade anual sete vezes e meia maior que a consumida por um parisiense”. (p. 21)
  • “A reorganização imperial da segunda metade do século XVIII fez do Peru a sua principal vítima”. (p. 22)
  • “O reino do Chile, no extremo sul do Pacífico, é o mais isolado e remoto dos países espanhóis”. (p. 23)
  • “O antagonismo entre peninsulares e americanos caracteriza a vida chilena: a longa resistência dos araucanos não permitiu a assimilação dos mesmos, nem sequer como grupo à parte na sociedade colonial”. (p. 24)
  • “O conjunto do litoral do Rio da Prata cresce num ritmo febril durante a segunda metade do século XVIII, embora o faça menos rapidamente que sua capital”. (p. 25)
  • “O núcleo demográfico e econômico fundamental do vice-reinado do Rio da Prata ainda se situa no Alto Peru, em suas minas, nas de Potosí e nas mais recentes de Oruro”. (p. 26)
  • “A economia e a sociedade do Rio da Prata apresentam complexidades derivadas, em parte, da circunstância de que os seus territórios foram reunidos em data recente mediante uma decisão tomada em nível político, depois de terem seguido caminhos por vezes divergentes e profundamente variados”. (p. 26)
  • “Existem nítidas separações entre brancos, mestiços e mulatos livres, as quais envenenam a vida urbana em toda a América espanhola”. (p. 27)
  • Essa característica da sociedade urbana colonial promove uma corrente de mal-estar praticamente aberta, cujos ecos podem ser encontrados na vida administrativa e eclesiástica e, de maneira mais indireta mas não menos segura, na literatura”. (p. 28)
  • “O insuficiente domínio dos territórios, ao lado dos obstáculos naturais, explica a importância que guardam os rios no sistema de comunicações hispano-americano”. (p. 30)
  • “Conseguir manter o sistema de comunicações internas é uma vitória repetida a cada dia; mas uma vitória muito cara em energias humanas e em recursos econômicos”. (p. 31)
  • “A divisão entre um setor minerador, que produz para a exportação, e as outras atividades primárias, cujos frutos só excepcionalmente atravessam o oceano, continua em vigor”. (p. 32)
  • “As reformas comerciais parecem introduzir um novo equilíbrio entre importações e exportações, orientado de modo menos exclusivamente em favor da metrópole”. (p. 33)
  • “A existência dos [conselhos municipais de índios] é uma das manifestações da tendência dos colonizadores a delegar grande parte do controle da população indígena a uma elite de origem pré-colombiana, que se transformou em aliada dos espanhóis e se subordinou a eles”. (p. 34)
  • “No curso do século XVIII, dentro do quadro tradicional, assistiu-se a um processo de constituição de novas unidades administrativas e formaram-se dois novos vice-reinados”. (p. 34)
  • “A reforma não se propunha apenas a controlar melhor as Índias; pretendia colaborar, pelo menos em parte, para o seu progresso”. (p. 36)
  • “A Igreja e as ordens religiosas constituíam um aspecto essencial da administração espanhola nas Índias; era a essa situação que elas deviam seus patrimônios, de importância diversa segundo as regiões, mas sempre imensos”. (p. 37)
  • “Particularmente nos territórios povoados por índios, mas não apenas nesses, o clero descarrega sem piedade sobre os fiéis as próprias exigências econômicas”. (p. 38)
  • “A queda da produção do açúcar [brasileiro] se deve, em primeiro lugar, à conquista de uma parte importante do norte brasileiro pelos holandeses”. (p. 39)
  • “A recessão e a separação da Espanha interrompem uma ligação muito importante para a economia brasileira, a qual – através de Buenos Aires – punha-na em contato com o Peru”. (p. 40)
  • “As duas grandes zonas brasileiras – o centro açucareiro e a fronteira não ainda estabelecida – têm ambas uma população escassa, que tende a expandir-se rapidamente num espaço não limitado por obstáculos geográficos importantes, a não ser a própria distância”. (p. 41)
  • “A descoberta do ouro (em 1968) e, trinta anos depois, a dos diamantes haveria de alterar o destino do Brasil”. (p. 42)
  • “O ouro brasileiro, mais ainda que a prata da América espanhola, encontra na metrópole apenas um centro de trânsito; e os historiadores brasileiros, nas pegadas de Lúcio de Azevedo, definem esse ouro como uma das principais causas da revolução industrial inglesa”. (p. 43)
  • “A importância do setor açucareiro, não obstante sua constante decadência, é também comprovada pela demografia brasileira; no Nordeste, particularmente na Bahia, produtor de açúcar e algodão, concentra-se a maior parte da população” (p. 44)
  • “Na América Espanhola, a propriedade da terra e a riqueza nem sempre estão ligadas; no Brasil, ocorre o inverso e, por isso, a classe dominante dispõe de um poder que falta frequentemente à sua congênere da América espanhola”. (p. 45)
  • “No Brasil a riqueza estava diretamente ligada à propriedade da terra; (…) a Igreja brasileira era uma parte das classes dominantes locais, ao contrário do que sucedia na América espanhola”. (p. 46)

COMENTÁRIOS

Antes de mais nada, deixar claro ao leitor que a escolha das passagens aqui transcritas nada tem a ver com a identificação da estrutura textual do capítulo. O leitor atento perceberá que as notas foram retiradas uma por cada página do capítulo. Uso deste artifício para obter uma visão geral do texto, selecionando de cada página aquela passagem que mais me chamou a atenção.

Ademais, quem quiser pode conferir o meu resumo de HALPERIN DONGHI – A herança colonial.

Sobre Vinicius Gregory

Sou bacharel e licenciado em história pela Universidade de Brasília (UnB). Hoje trabalho na área de vendas. Represento a Oceanic, uma marca de cosméticos produzidos pela Racco, sediada em Curitiba/PR. A Oceanic oferece boa margem de lucro na revenda de seus produtos e ótimos incentivos na recomendação de novos consumidores e revendedores. Para criar sua conta na Oceanic e passar a consumir ou revender os produtos, basta acessar o link: http://escritorio.oceanic.com.br/u/vgregory

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Quem sou eu


Sou bacharél e licenciado em história pela Universidade de Brasília (UnB). E agora estou cursando o mestrado, também em história, também na UnB. Desenvolvo minhas pesquisas na área de história da América.

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