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América no Século XXI

REindustrialização ou DESindustrialização?

Permitam-me que eu deixe bem claro desde o princípio, este post expressa minha opinião e apenas a minha opinião.

Não posso deixar de pensar que as ações da Cristina Kirchner tem sido, e serão, bastante prejudiciais à Argentina tanto a curto como a médio prazo.

Em primeiro lugar, a recente estatização da YPF-Repsol embora coloque sob controle estatal um importante recurso, o petróleo, foi uma decisão bastante imprudente do ponto de vista internacional. Não só comprou uma briga tosca com a Espanha como também anunciou pro mundo que seus investimentos na Argentina não são seguros. Se o argumento para a estatização era que a YPF não investia o suficiente em solo argentino, depois da estatização haverá muito menos invetidores dispostos a colocar seu dinheiro na Argentina.

Em segundo lugar, uma política de restrição de importações promete agravar ainda mais as consequências da estatização da YPF. Se o argumento da Kirchner é que a motivação para uma restrição de importações é incentivar a reindustrialização, então não se pode deixar de imaginar “de onde é que vai sair o dinheiro para os investimentos na reindustrialização”? Sairá da elite agrária argentina? Sairá do já endividado governo argentino? Depois da estatização da YPF, que nação quererá investir seu dinheiro nessa reindustrialização e arriscar que seus investimentos se percam em mais uma estatização súbita?

Empresas como a Toyota e a Fiat, que já estão sem peças para continuar a produção (e portanto estão paradas), não moverão um único dedo para produzir essas peças na Argentina quando existem outros lugares no mundo que permitem produzir as mesmas peças com lucro maior. Se essas e outras empresas internacionais não puderem continuar suas produções devido a essa restrição às importações, o mais provável é que elas demitam seus funcionários e se retirem do país.

As consequências prováveis das políticas da Cristina Kirchner são, a curto prazo, desemprego e inflação, e a médio prazo, uma desindustrialização. Essa a minha impressão, e esses foram os meus motivos para acreditar que este é o caso.

Sobre Vinicius Gregory

Sou bacharel e licenciado em história pela Universidade de Brasília (UnB). Hoje trabalho na área de vendas. Represento a Oceanic, uma marca de cosméticos produzidos pela Racco, sediada em Curitiba/PR. A Oceanic oferece boa margem de lucro na revenda de seus produtos e ótimos incentivos na recomendação de novos consumidores e revendedores. Para criar sua conta na Oceanic e passar a consumir ou revender os produtos, basta acessar o link: http://escritorio.oceanic.com.br/u/vgregory

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Quem sou eu


Sou bacharél e licenciado em história pela Universidade de Brasília (UnB). E agora estou cursando o mestrado, também em história, também na UnB. Desenvolvo minhas pesquisas na área de história da América.

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