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Filosofia da Ciência

Indutivismo e Probabilidade

Continuemos nossa discussão sobre o Indutivismo.

Chalmers fala que uma das maneiras que os indutivistas se utilizam para se defender das críticas mencionadas no post anterior[1] é o recuo para a probabilidade. Em outras palavras, o conhecimento científico não é verdadeiro, mas provavelmente verdadeiro; não nos oferece uma certeza, mas uma provável certeza.

Duas são as críticas de Chalmers a este recuo:

1) Ao afirmar que, depois de se efetuar uma grande variedade de eventos, pode-se afirmar que algum evento do mesmo tipo ocorrerá com um determinado grau de probabilidade, o problema do Princípio de Indução permanece. As leis probabilísticas são igualmente afirmações universais[2]. E para se chegar a essas afirmações universais partiu-se do Princípio de Indução.

2) Soma-se ainda outro problema. Dado que a observação é limitada e que o número de eventos de mesmo tipo a ser observado é potencialmente infinito, o percentual de eventos observados, independente de qual seja essa quantidade [seja 1 (um) ou 1.000.000.000 (um bilhão) de eventos], será sempre potencialmente o equivalente a 0% do total de eventos possíveis. Seria incoerente, portanto, afirmar com base em uma quantidade de eventos observados potencialmente equivalente a 0% do total que, desse mesmo total de eventos possíveis, 80% (por exemplo) terão tal tipo de consequência.

Em relação às críticas de Chalmers a este recuo para a probabilidade eu não apresento objeções.

[1] O “Princípio de Indução” pode ser justificado?

[2] Embora possam parecer afirmações particulares. Mas percebam a diferença entre uma afirmação particular (alguns x são y) e uma afirmação universal de caráter probabilístico (80% dos x são y). Da primeira, a única certeza que podemos ter é que existe ao menos 1 (um) x que é y. A segunda, em contrapartida, afirma que da totalidade dos x, 80% são y.

Chalmers. A. F. O que é ciência afinal? São Paulo: Brasiliense, 1993, p. 40-43.

Sobre Vinicius Gregory

Sou bacharel e licenciado em história pela Universidade de Brasília (UnB). Hoje trabalho na área de vendas. Represento a Oceanic, uma marca de cosméticos produzidos pela Racco, sediada em Curitiba/PR. A Oceanic oferece boa margem de lucro na revenda de seus produtos e ótimos incentivos na recomendação de novos consumidores e revendedores. Para criar sua conta na Oceanic e passar a consumir ou revender os produtos, basta acessar o link: http://escritorio.oceanic.com.br/u/vgregory

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Sou bacharél e licenciado em história pela Universidade de Brasília (UnB). E agora estou cursando o mestrado, também em história, também na UnB. Desenvolvo minhas pesquisas na área de história da América.

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